Exemplos do Bem

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Todo o mundo viu na mídia imagens como esta e reportagens sobre este comportamento dos japoneses nos últimos jogos da copa. Eu acho que esta é uma atitude do bem que na África do Sul chama-se Ubuntu. Acho que este é o maior exemplo que devemos adotar na nossa sociedade. Acho que ser Homens de Bem é isto ai!  Viver na civilização é pensar no outro, conviver com o outro praticando a solidariedade, a cooperação, o respeito e a generosidade.

Ainda hoje, presenciei duas cenas extremamente contrárias a esta da foto. Comportamentos que estamos acostumados a ver no nosso cotidiano e que revela a falta de educação doméstica e cultural do nosso povo: a primeira cena foi no estacionamento de um shopping quando uma pessoa jogou  do seu carro restos de lanche no chão e a segunda cena foi numa festa de São João  onde presenciei algumas pessoas jogando na rua latas de cervejas e refrigerantes.

Pessoas que agem desta forma não entendem o que esta foto quer dizer, o que implica esta atitude. Eu acho que esta imagem revela um exemplo de cidadania, cooperação e é uma das coisas mais bonitas que vimos nestes dias. Mesmo não ganhando o jogo, a limpeza foi feita. Que genial! Todos ajudam; homens, mulheres, crianças. São pessoas educadas para o bem.

Heróis da Vida

“300 Spartans” – um filme muito bom que assisti e que me fez pensar sobre os jovens e a nossa sociedade dita moderna. Mas, duas coisas me chamaram a atenção mais do que tudo. A primeira delas foi a educação dos espartanos para serem guerreiros e para a vida. Os jovens eram educados para serem saudáveis e guerreiros desde pequenos. Já na nossa sociedade, os jovens são educados para quê? Na maioria, valorizam mais as “aparências”, a futilidade e muitas vezes o comodismo. Enfim, a falta de preparo para a vida…

Em Esparta, os homens eram na sua maioria soldados e foram responsáveis pelo avanço das técnicas militares, melhorando e desenvolvendo treinamentos, organização e disciplina nunca vistos até então…

Segundo os historiadores, a educação de Esparta estava orientada para a intervenção na guerra e a manutenção da segurança da cidade, sendo particularmente valorizada a preparação física que visava fazer dos jovens bons soldados e incutir um sentimento patriótico. A educação das mulheres consistia também na prática do exercício físico ao ar livre. Da mesma forma como os homens, também iam para o exército quando completavam sete anos de idade para serem educadas e treinadas para a guerra.

Na verdade era uma educação muito rigorosa tanto para os homens quanto para as mulheres, mas o que me chama a atenção é a dedicação num foco e a determinação. A preparação física e psicológica desde a infância que os tornavam homens e mulheres fortes física e mentalmente. Um preparo físico e psicológico que podemos ver no filme através de características como resiliência, determinação e força. Aprendiam a não desistir fácil dos objetivos e a enfrentar as maiores adversidades da vida. Hoje, parece que nossos jovens tem vergonha de ajudar, desistem facilmente diante de qualquer obstáculo, são fracos e não tem o espírito de equipe.

A segunda questão que me chamou a atenção é a capacidade de liderança de Temístocles no 2º filme “300: A Ascensão do Império”, diferentemente de Leônidas, que mostra características de um líder mais moderno que sabe aproveitar momentos cruciais, se utiliza de planos, estratégias e sabedoria. Em meio ao caos, ele não desiste e ver uma oportunidade. Na nossa cultura não temos verdadeiros líderes e nem heróis, temos pessoas que gostam de poder e de assumir posições…

É uma cultura do improviso e do imediatismo.  Na nossa sociedade predomina o individualismo, a falta de trabalho em equipe e de planejamento e a escassez de verdadeiros heróis e líderes. Podemos ver no primeiro filme que Leônidas adota a ética e o critério técnico nas suas escolhas quando não aceita um senhor no seu pelotão por ele ter deformidades físicas e não se enquadrar nas normas e estratégias de batalha. Esta postura é escassa na administração pública da atualidade…

Os dois filmes são realmente geniais e nos levam a pensar intrinsecamente sobre estas questões cruciais da nossa vida: a nossa educação e nossa capacidade para enfrentar as adversidades da vida; nossos valores e a capacidade para liderar.

Movimento do Bem Musical

 

Com um estilo reggae-rock, a Banda Homens de Bem de Salvador/BA tem como objetivo  sensibilizar e mobilizar as  pessoas, através da música, passando uma mensagem do bem,  de alegria e positividade, onde o amor seja recíproco e verdadeiro entre as pessoas. “Independentemente da cor da pele ou cabelo, independentemente da raça ou credo,  independentemente da quantidade de dinheiro que se tenha, somos todos iguais”, afirmam eles.

A banda busca construir, através da musicalidade, valores do bem na sociedade para que as pessoas vivam  harmoniosamente com todos e com a natureza.  ” Todos unidos na paz, pela paz, respeitando o próximo e as diferenças, cultivando o bem pelo bem, sendo honesto com você e com os outros, não fazendo ou desejando o mal absolutamente a ninguém. Queira o bem, faça o bem, deseje o bem… Você vai se sentir bem!  Fazer parte desse movimento é ser um Homem de Bem” afirma a banda.

Você acha isto um sonho e/ou uma utopia? Eu não acho…  John Lennon não achava. Muita gente não acha. Ser Homem do Bem é possível! Gostei da banda e da atitude deles!  Muito louvável e bacana.  Por isto, apresento a todos o Movimento do Bem Musical. Faço parte deste movimento que privilegia a bondade, a justiça, a simplicidade e a humildade; Que abomina esta mania compulsiva de consumismo e de  valorizar o dinheiro, as “posses” e as aparências;  Que busca valorizar a Pessoa Humana e a Natureza.

Pensamentos e Reflexões

Do livro "Holocausto Brasileiro"

Do livro “Holocausto Brasileiro” – Daniela Arbex

Alguns dos pensamentos e reflexões que me chamaram a atenção em 2013 e compartilhei no Facebook porque achei muito interessante para refletirmos a nossa existência e as nossas atitudes em cada momento de nossas vidas.

1º) “Que o papa Francisco sirva como modelo, de humildade, simplicidade, não ostentação narcísica e egocêntrica, responsabilidade social e ponderação, para a presidente Dilma e demais políticos do Brasil. O papa Francisco falou várias vezes contra a corrupção, violência, desigualdades sociais, apego sem limites aos bens materiais. Salientou a imensa importância de uma luta diária, em nome de Deus, pela melhoria da saúde e da educação. Condenou a falta de humildade, soberba e intolerância com o outro menos favorecidos. Ressaltou, de forma enfática, a necessidade da inclusão social dos pobres, das minorias marginalizadas, dos jovens desempregados e dos idosos tão esquecidos na atualidade e relegados ao abandono, a um segundo plano. A justiça social, a fé, a esperança, a caridade, a solidariedade, o amor ao próximo foram tônicas em todos os seus discursos. Uma ética pragmática, em nome de Deus, que deverá habitar de forma viva o coração de todos nós. Nítida é a sua fé principalmente nos jovens e na população em geral nesta luta por um  mundo melhor…”  Dr. João Adolfo Mayer –  Psiquiatra  - Campina Grande/PB.

2º) “Você nasceu no lar que precisava nascer, vestiu o corpo físico que merecia, mora onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com o teu adiantamento. Você possui os recursos financeiros coerentes com tuas necessidades… nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para a sua realização. Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria afinidade. Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te rodeia a existência. Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as fontes de atração e repulsão na jornada da tua vivência. Não reclame, nem se faça de vítima.  Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos. Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”  Chico Xavier.

3º) “Quando uma pessoa faz você sofrer é porque ela sofre profundamente dentro dela, e o sofrimento dela está vazando e se espalhando. Esta pessoa não precisa de punição, ela precisa de ajuda.”  Thich Nhat Hanh  - Monge budista, pacifista e escritor vietnamita.

4º) “Las personas más bellas con las que me he encontrado son aquellas que han conocido la derrota, conocido el sufrimiento, conocido la lucha, conocido la pérdida, y han encontrado su forma de salir  de las profundidades. Estas personas tienen una apreciación, una sensibilidad y una comprensión de la vida que los llena de compasión, humildad y una profunda inquietud amorosa. La gente bella no surge de la nada.”   Elisabeth Kubler-Ross – Psiquiatra Suiça.

Holocausto Brasileiro: uma relação de poder!

A palavra Holocausto tem origens remotas em sacrifícios e rituais religiosos da Antiguidade, em que plantas, animais e até mesmo seres humanos eram oferecidos às divindades, sendo completamente queimados durante o ritual. A partir de então, holocausto passou a ser definido como cremação dos corpos e esse tipo de imolação corpórea post mortem, de acordo com o Wikipédia, também foi usado por tribos judaicas, como se evidencia no Livro do Êxodo.

De acordo com a enciclopédia, a partir do século XIX a palavra holocausto passou a designar grandes catástrofes e massacres. Tanto é que após a Segunda Guerra Mundial o termo Holocausto  foi utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo então regime nazista fundado por Adolf Hitler.

Os que faziam parte desses grupos indesejáveis eram judeus, militantes comunistas, homossexuais, ciganos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, além de ativistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos, pacientes psiquiátricos, criminosos de delito comum, entre outros.

Atualmente, o termo Holocausto é novamente utilizado para descrever as grandes tragédias, sejam elas ocorridas antes ou depois da Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes a palavra holocausto tem sido usada para designar  qualquer extermínio de vidas humanas executado de forma deliberada e maciça.

Pois é, ao ler o livro “Holocausto Brasileiro: Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes no Maior Hospício do Brasil”  fiquei impressionado como poderia existir no Brasil tanto extermínio de vidas e tanta desumanidade. Corpos dóceis, vitimas de uma hegemonia ditadora  e de uma relação de poder doentia que não foram “todos cremados”, mas sofreram todo tipo de abuso, anulação , tortura e descaso até a morte… Poucos sobreviveram!

Eu acho que a autora Daniela Arbex fez um trabalho jornalístico fantástico e escolheu um título adequado para o livro que retrata uma história de horror e barbárie na sociedade brasileira. O Hospício Colônia de Barbacena – MG pelo o que eu entendi era uma forma de esconder e eliminar pessoas “indesejáveis”  na sociedade assim como acontecera na Alemanha de Hitler.

Eu também gostei imensamente dos comentários sobre o livro que Tatianne Dantas faz neste vídeo publicado no YouTube. Por esta razão que eu gostaria de compartilhá-lo com o leitor. Na verdade, este livro traz nas entrelinhas a discussão da  relação de poder na nossa sociedade, um tema que diz respeito a saúde mental.

Esta chamada “relação de poder” discutida por Michel Foucault no seu livro “Microfísica do Poder” pode ser vista e  experienciada em todas as relações humanas na nossa sociedade, desde as mais pequenas situações até as relações institucionalizadas como este holocausto mostrado no livro de Daniela. Eu acho que este é o principal tema para ser conversado entre os profissionais da saúde mental. O livro deve ser uma referência para sensibilizar as pessoas sobre esta temática.

A Vida que Você Escolheu//Your Life

This is a film produced by Renato Cabral, a Brazilian who is a director of films and shows examples of motivation and determination in life.

‘I believe each one when born gets a magic lamp and inside, there are three miracles of genius: a past to be remembered, a body to live the present and dream to create a future. Some, during this journey, remember to repay this grace with something besides gratitude, a gift back, a good for the universe. This film is my way of saying thank you. This is the gift that I leave the world for the life that I won and chose to live by’, said Renato Cabral.

I enjoyed the movie and for this reason I am sharing here and helping the world to know this story. I dedicate it to all my friends who live with dystonia and  especially for bloggers who joined to  “Dystonia BloggerMania” group.

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Este é um filme produzido por Renato Cabral, um brasileiro que é diretor de filmes e mostra exemplos de motivação e determinação na vida.

“Acredito que cada um quando nasce ganha uma lâmpada mágica e, lá dentro, três milagres geniais: um passado para ser lembrado, um corpo pra viver o presente e sonhos para criar um futuro. Alguns, durante essa jornada, se lembram de retribuir essa graça com algo além de gratidão, um presente de volta, um bem para o universo. Este filme é o meu jeito de dizer obrigado. Este é o presente que deixo ao mundo pela vida que ganhei e pela que escolhi viver”, disse Renato

Eu gostei muito do filme e por esta razão estou compartilhando aqui e ajudando o mundo a conhecer esta história. Eu dedico a todos os meus amigos que vivem com distonia e em especial aos blogueiros da distonia que se juntaram ao grupo Dystonia BloggerMania.

Liberdade de Movimento e Resiliência

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Estas duas palavras me chamaram a atenção  em dois artigos de blog que eu li hoje: liberdade de movimento e distonia.  Todas as duas palavras estão relacionadas a uma experiência de vida com distonia. Os artigos foram escritos por dois amigos blogueiros ativistas da distonia, Pamela Sloate e Pat Brogan e falam da experiência deles no  Dia da Defesa da Distonia (Dystonia Advocacy Day) – 1º de Maio que aconteceu em Washington na última quarta-feira.

Eu fiquei muito emocionado quando li os artigos e eu penso que todos devem procurar lê-los, discutir e entender que o nosso foco maior é buscar a cura da distonia e o direito à liberdade de movimento como fala Pamela Sloate no seu post “Showing Up For The Party!”: “Isto demonstra uma declaração simples, mas profunda de como precisamos da ajuda de nosso governo para desfrutar da nossa liberdade para se movimentar”.

Uma das coisas que me chamou a atenção no post “Advocate And There’s Always A Silver Lining” de Pat Brogan foi a palavra “Resiliência” e o comentário que ele fez sobre o filme  “O Lado Bom da Vida”(Silver Lining Playbook – nome original do filme). Ele discorre sobre a nossa capacidade de ser uma pessoa motivadora e lutar constantemente para continuar  sensibilizando governo e instituições para liberar  verbas com o intuito de investir em  pesquisas da distonia que ajude a encontrar uma cura. Chega de tanto sofrimento, o nosso foco deve ser: fazer-se ouvir e mostrar-se para ajudar a encontrar uma cura da nossa condição!  Com relação a isto, Pat Brogan diz em seu artigo: “Cada pessoa tem uma história e uma missão para encontrar uma cura e continuar os avanços na investigação. Dentro de cada história é uma luta pessoal para sobreviver,  fazer a diferença e continuar a ser resiliente, apesar de todos os obstáculos que a distonia traz”.

Eu concordo plenamente com ambos os amigos.  Pouco importa onde moramos. Nós somos cidadãos do mundo e precisamos ser ativistas da distonia, não ter vergonha de mostrar a nossa “face da distonia”, dar as mãos e investir no direito à liberdade do movimento. Investir na sensibilização da distonia para buscar uma cura ou pelo menos encontrar formas de minimizar o sofrimento de cada um que vive com distonia.  Quão bom seria se nossos corpos se movimentassem com naturalidade ao invés de fazer movimentos rígidos, com espasmos e posturas congeladas!

Parabéns a Pat Brogan e Pamela Sloate, dois grandes blogueiros ativistas da distonia que me inspiram e me motivam a continuar escrevendo mesmo com muito esforço e grande dificuldade devido a Câimbra do Escritor.

Eu acabei de participar do evento #HAWMC 2013 no mês de abril, pela segunda vez. Eu penso que este é um evento muito importante para blogueiros da saúde e esta foi uma experiência de vida muito significativa para mim. Eu confesso que eu estava desestimulado para terminar o mês escrevendo um post de blog por dia.  Mas, quando eu paro para ler outros blogs de pessoas com outras condições de saúde e bem como vejo pessoas como Pat e Pamela escrevendo coisas fantásticas, isto me faz sentir mais apoiado e “não solitário” nesta missão.

Dystonia Blogger Burnout

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Today’s Prompt: It’s the worst. That feeling when nothing seems to be going right for you and you’re not sure when things will turn around. The dreaded, burnout.   What does it feel like? What are your burnout triggers? 

I think the worst feeling is fatigue and lack of motivation on health activism. Burnout happens when you fight for something and loses hope. You become discouraged and exhausted often. You have no interest in investing goals.  You give up fight!

One of the ways I deal with this is  writing articles for my blog, even with the peculiar difficulty of  the writer’s cramp. But sometimes, I feel with what I call “Dystonia  Activist Blogger burnout”. Once in a while I wonder why I bother to make  blog posts.  So I see no sense in being blogger and I want to give up.  I feel upset!

I think the main  burnout trigger that I always use to get out of the pit of tiredness and lack of willingness  in order to  continue  fighting as  Dystonia  Activist  Blogger is reading other  health blogs  and join in social medias  talking with people who has the same condition as mine.   I have always tried to remember  how many lives I am impacting and  that I am making a difference as my friends with the same condition have done. I have always tried to remember that I am  not alone!

Finally,  some things that can make me enthused and inspired to lead are:  try something new; use other media, people, and outside sources to inspire myself;  make connections with someone else in the community and help each other stay motivated and inspired; don’t be all health all the time and share other parts of myself so I feel less pressured to deliver the same thing; banish perfectionism. Keep it real; Share support with selected peers. Take breaks and  ask for feedback.

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Introductions: A Lifetime with Writer’s Cramp

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Introduce your condition(s) to other Health Activists.  What are 5 things you want them to know about your condition/your activism?

 To write about my health condition to other health activists I re-wrote a post that I had done called: “A lifetime with writer’s cramp”. I liked it very much and I think that this text expresses much more than five things the readers need to know about my condition. It was written in December 2012.

I do not know what it is to live without dystonia.

I was born with this neurologic movement disorder.

Since my childhood I always had serious trouble writing.

I did not understand what was happening to me.

Everyone wrote.  I could never write normally..

I always rehearsed for writing.

I picked up the pen strongly and I always was slow when writing a short text.

Writing has always been difficult and a lot of discomfort.

I never understood …

I was born this way. I do not know how it is to live without writer’s cramp.

In my life there is no borderline between life before and after dystonia.

I always isolated myself from other colleagues. I have this tendency  to be alone, today.

I’ve always had difficulty with the fine psychomotor coordination.

I think the dystonia has not  worsened because I have  always practiced Tai-chi-chuan.

Currently, I definitely can not write.

Typing,  grip a fork,  grab a cup of coffee,  leaf  through a book and things like that have become a discomfort and a great challenge.

I have lived with  little involuntary spasms, with  crooked  and almost totally invalid hands for specific tasks.

I still think all this is strange and a  real nightmare!

I still have not got used to this condition.

I am no longer sick or in pain because  of acupuncture treatment …

Because of virtual friends that I have madden in the last two years. They help me with their testimonials  to have a willingness to continue living well with writer’s cramp.

Because of my  Dystonia  BloggerMania that aims to promote awareness of the disease.

I still think there will come a day where I can demarcate a line between my life  pre and post dystonia …

…I believe a cure will be found!

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A Inveja como condição de Doença

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Como é impressionante e muito presente nas relações afetivas entre as pessoas  de hoje em dia os vários mecanismos da inveja. Podemos presenciar e sentir este tipo de comportamento em todos os espaços da sociedade: na familia, no trabalho, em qualquer lugar.

Existe uma literatura vasta sobre este assunto, mas de acordo com o Wikipédia,  Inveja ou invídia é um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem, seja coisas materiais ou  atributos e qualidades  inerentes ao ser.

A inveja surge de uma insatisfação profunda no ser e acontece por que aquele que deseja as virtudes do outro é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela limitação intelectual.

Na verdade, de acordo com a literatura das ciências do comportamento a inveja é um mecanismo psicopatológico e pode ser um sintoma de algo muito mais complexo: um vazio e insatisfação profunda.

Este tema sempre foi tratado historicamente até pelas religiões. Na tradição católica, por exemplo, a inveja é um dos sete pecados capitais que precisa ser evitado e extinto pelo devoto.

O que mais me  impressiona  é que este é um problema moderno e uma erva daninha que causa mal a qualquer ser humano mais sensível e até aos mais insensíveis. Como é chato conviver com pessoas que sofrem deste transtorno afetivo.

A inveja pode ser expressa  com palavras, atitudes, humor e de forma subliminar com muitos disfarces e sutilezas como aqueles comportamentos negativos e controladores; atitudes muito amigáveis e pegajosas…  Um personagem típico do invejoso, por exemplo,  é o chamado “babão ou bajulador”.

A inveja é, na verdade, medo que o outro tenha sucesso e que se sobressaia. O invejoso nunca elogia, muito pelo contrário, ele solta venenos com o intuito de menosprezar e ridicularizar as pessoas grandiosas e motivadas. Ele deseja destruir vorazmente o semelhante, nocauteá-lo e ri desdenhosamente da condição de miséria e insucesso do outro. “O invejoso, portanto,  torna más as pessoas que são boas e, por não conseguir obter o que o invejado consegue faz com que as qualidades do indivíduo invejado fiquem escondidas”, afirma Ana Costa.

Para se proteger do invejoso, muita gente usa algum tipo de patuá ou amuleto. Eu entendo este comportamento, por que a energia negativa do invejoso é muito ruim, causa um grande mal.  Segundo Marcia Homem de Melo, o invejoso é capaz de boicotar, de fofocar, de fazer armadilhas, a fim de destruir o outro. Quer provar, ao menos para si mesmo, que ele é melhor. Mas no seu íntimo, sente-se menor do que os outros…

No que diz respeito ao invejoso, eu penso que é oportuno recomendar um tratamento psicoterápico e até medicamentoso se for o caso. Pois, este é um transtorno afetivo neurótico que pode ter características borderline. A inveja patológica é uma síndrome complexa que está presente em alguns transtornos neuróticos e em alguns processos psicóticos.

  Eu penso que esta é uma condição de doença mental e sofrimento psiquíco que afeta grande parte das pessoas e que precisa ser diagnosticada com cuidado com o intuito de propor o tratamento adequado.  Afinal, como diz Ana Costa ,o invejoso, sendo uma pessoa frágil, rende-se à sua própria insignificância provocando, antes disso, graves prejuízos na vida do invejado.