Reflexões de Comportamentos Cotidianos

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Vivemos num pós-modernismo onde carregamos a sensação de estar num “jogo cujas regras não param de mudar no curso da disputa”. Tudo está em permanente movimento, inclusive a identidade dos sujeitos, que não precisam mais construir uma identidade duradoura mas, ao contrário, são permanentemente pressionados a mantê-las sempre em movimento.
O sujeito centrado na modernidade abre as portas para um sujeito plural, multifacetado e supostamente livre de sua pretensa unidade. O excesso de liberdade, no entanto, paraliza e entedia.Esta liberdade tamanha leva ao tédio da indiferença e da insatisfação permanente.
Salem diz que o tédio da indiferença aparece na apatia e no vazio. “A liberdade de escolha acaba resultando numa espécie de abstenção da escolha. Assim, a indiferença pós-moderna ocorre por excesso”.
Com relação ao tédio da insatisfação permanente, este se manifesta num constante estado de excitação e inquietação, que torna insuportável o tempo de espera entre uma sensação e outra. É um sentimento áspero, ansioso e excitado. VIVEMOS NUMA SOCIEDADE caracterizada por ansiedade.
Salem ressalta, no entanto, que as duas formas de tédio se articulam, se completam e se alternam num mesmo indivíduo, que oscila entre a apatia e indiferença, de um lado, e ansiedade e inquietação, do outro.
Vivemos numa época em que está presente a cultura de consumo de massa. Comprar é o verbo mágico. E tudo é excesso e abuso. As pessoas estão sempre insatisfeitas. Essa prática consumista seria “uma imposição cultural da busca pela informação e pela admiração de si mesmo. A total indiferença pelo outro seria, assim, uma forma do indivíduo resguardar seu interesse máximo por si mesmo… O maior engajamento do individuo hoje é ser consumidor.
Acho que a amizade verdadeira é uma das formas de sair deste individualismo sem fim.
PENSE UM POUCO!!!
  • Nunca estamos satisfeitos com o que temos e nem com o que somos. Assim, sofremos muito.
  • Vivemos numa sociedade sem limites e em crise de valores. Passamos a não nos contentarmos com o pouco e o suficiente. Sofremos de ansiedade e insatisfação generalizada.
  • Se agente tem pouco, é com este pouco que temos que segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
  • A felicidade é um sentimento simples. Está dentro de nós, nas pequenas coisas… É antônima de aparências, performances e superficialidades.
  • A nossa sociedade privilegia as aparências e a cultura do espetáculo. Assim, nos tornamos vazios e angustiados.

A PORTA DO LADO
Por Dr. Dráuzio Varella

Em entrevista dada pelo médico Dráuzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente …

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia. Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença. O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote.

Que “audácia” contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles. Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel.

E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.

Eu ando deixando de graça… Pra ser sincero vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado. Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia… Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.

Lembre-se, o humor é contagiante – para o bem e para o mal – portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria. A “Porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída…

CORRER RISCOS
Seneca – Orador Romano

Rir é correr o risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de envolver-se.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de decepcionar-se.
Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é nada arriscar.
Há pessoas que não correm riscos, nada fazem, nada têm e nada são.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas nada conseguem, nada sentem, nada mudam e não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, viram escravas e se privam da liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!

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