Açude Velho

UM CARTÃO POSTAL  DE CAMPINA GRANDE

Um pouco da sua história

O Açude Velho foi o primeiro açude que Campina Grande já teve. Foi construído por causa da seca que o Nordeste enfrentou de 1824 a 1828. Assim, a construção do Açude Velho pelo governo provincial da Paraíba foi iniciada em 1828 e concluída em 1830, sendo, por quase um século, o maior açude de Campina Grande.

O açude foi construído onde antes havia o “riacho das Piabas”. Não somente os campinenses se beneficiaram com ele, mas também habitantes de outros municípios da Serra da Borborema.

Os outros açudes que vieram a ser construídos mais tarde foram o Açude Novo (1830) e o Açude de Bodocongó (1915).

Em 1841 o açude veio a ser reconstruído.

Mais tarde, nos anos de 1845 e 1877 a região passou por outra grande seca, tendo sido o Açude Velho importantíssimo como fonte de água para a população.

Já faz muito tempo que as suas águas são impróprias  para o consumo e banho. É um pouco esverdeada e uma vez por outra exala um mau cheiro insuportável; tornou-se poluída. Por esta razão já foi matéria de discussão na câmara com proposta de aterramento.

O Açude Velho já foi palco de fatos engraçados:  1º)Um mestre da seita Borboletas Azuis chamado Rodon Mangueira anunciou que iria andar por cima das suas águas na década de 70. A população foi conferir. O líder espiritual quase morreu afogado. Esta seita foi criada em Campina Grande por Rodon Mangueira. Todos os seguidores andavam vestidos com túnicas azul e branco e descalços. 2º) O jacaré que passou a morar nas suas águas e assustar a população.

E também já foi fonte de renda para algumas pessoas que pescavam nas suas águas.

Hoje em dia, o Açude Velho constitui talvez o mais famoso cartão postal da cidade.

Um pouco da minha história

Eu cresci na região deste açude…  Tem muita história para contar.

Quando eu era criança me lembro que existia pedalinhos e passeios de lancha nele. Era uma atração e point de diversão nos domingos da cidade.

Na minha adolescência sempre gostei de caminhar e fazer cooper  ao redor dele que tem uma distância de 2.200m. As calçadas eram apertadas, porém cheias de palmeiras. Já fazem  alguns anos que ele foi reformado ganhando calçadas mais largas e um novo visual.  O Parque da Criança, um dos cartões postais da cidade, foi construído as suas margens o que deu um novo visual a região.

Na década de 80, quando entrei na UFPB costumava freqüentar o CEU que ficava as suas margens. O CEU era o Clube dos Estudantes Universitários e todos os finais de semana era um dos points de diversão da noite campinense com barzinho e boite. Na frente ficava o CAVE, outro barzinho super freqüentado.

Os carnavais fora de época de Campina Grande, a Micarande sempre o teve como um dos cenários ou percurso.

Atualmente, tanto o Açude Velho como o Parque da Criança são locais onde as pessoas fazem caminhadas e exercícios físicos.

Existem dois monumentos próximos ao Açude Velho, os Pioneiros da Borborema e as estátuas de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga.

Os Pioneiros da Borborema

As estátuas intituladas de “Os Pioneiros da Borborema” foram inauguradas no dia do centenário da cidade, como uma homenagem, no dia 11 de outubro de 1964. A construção do monumento foi decidida por quase unanimidade entre os integrantes da comissão responsável pelas comemorações dos 100 anos de emancipação política Campina Grande. Houve coleta de sugestões com a população para as comemorações.

O monumento é constituído de três figuras representativas: o índio, a catadora de algodão e o tropeiro. O índio representa a origem primitiva da cidade e sua força de luta. A catadora de algodão representa a força da mulher e o acentuado desenvolvimento industrial da cidade gerado pelo ciclo algodoeiro. O tropeiro personifica o comércio e a resistência do povo campinense. O monumento tem sua frente em direção ao nascer do sol, demonstrando o progresso e a esperança com o futuro. Por muitos anos as estátuas indicavam a chegada à Campina Grande para quem chegava da capital e outras cidades do leste.

Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro

Estátuas de bronze de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro foram construídas próximas ao Açude Velho. Para evitar o vandalismo, sempre existe um guarda tomando conta das estátuas.

As fotos

As fotos abaixo são de Giscard Farias Agra, um amigo que conheci no Orkut.Ficaram bacanas, por esta razão resolvi colocá-las aqui.

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Brasília

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A CIDADE DAS TESOURINHAS

Se você é de Brasília, mora ou morou por lá, vai se identificar….

Se não, vai poder conhecer melhor os brasilienses.

 

Se você não sabe o que é tesourinha em Brasilia, também não sabe o que é pardal, nem eixão e nem eixinho, então nunca foi na Capital Federal.

 Se você…

“Acredita que o “céu de Brasília” é mais bonito do que em qualquer lugar do mundo!!!

Entende que, quando uma criança desenha o céu de Brasília não estará fantasiando

se usar e abusar de todos os tons de vermelhos, laranjas, amarelos e azuis…

Não se assusta, mas sempre se emociona quando, em dias de lua cheia,

percebe uma imensa “bola” no horizonte, quando passa pela Esplanada.

Sabe perfeitamente identificar a chegada da primavera.

Já se pegou parado, admirando ipês amarelos, brancos, bouganvilles, sibipirunas….

Se sente confortável com a umidade de 10%.

Conhece os ministros e deputados como “o pai daquele cara da faculdade”.

Ao dirigir fica meio paranóico com os limites de velocidade.

De fato pára o carro na faixa de pedestre.

Não joga lixo pela janela do carro.

Fica nervoso quando escuta alguém buzinando.

Ouve dizer “é bem pertinho” e pensa tranquilamente em 50 km.

Sabe do que estão falando quando perguntam “conhece alguém da dois”?

Todo fim-de-semana tem um churrasco pra ir na casa de um amigo.

Se sente à vontade com endereços em coordenadas cartesianas.

Escuta todos os anos, “esse ano a seca vai ser braba”!

Chama os amigos de seus pais de “tio” e “tia”.

Vê alguém fazer barbeiragem no trânsito e diz, “só pode ser Goiano”!

Na primeira oportunidade dá uma escapada para a praia.

Odeia quando chegam os parentes que só querem conhecer a Torre e a Esplanada.

Reclama para o amigo: ” Não tem nada para fazer nessa cidade” mas fica indignado

quando alguém de fora reclama que em Brasília não tem nada para fazer.

Reluta, reclama, mas acaba indo comer pizza depois do cinema de domingo.

Sabe perfeitamente o que significa quando alguém diz “Eu moro no Lago”.

Quando vai a outra cidade, fica indignado e não entende porque construíram ruas tão estreitas com tanto cruzamento.

Vê crianças gostarem de descer para brincar “debaixo do bloco”

Conhece pelo menos 5 pessoas que fazem Direito.

Fica chateado quando te perguntam se já viu o presidente.

Acha normal o dia começar friozinho, às onze esteja fazendo um calor de rachar,

 à tarde toda esteja muito, muito quente e seco, e que à noite congele.

Acha que casa com piscina é a coisa mais normal do mundo.

Até hoje chama o supermercado Pão de Açucar de “Jumbo”.

Sabe que “Ir ao Gilberto” não quer dizer visitar alguém.

Sabe que Samambaia não é uma planta!

Fica chocado quando vai a outro lugar do Brasil e percebe o

desinteresse das pessoas pelo que se passa no resto do país.

Sabe que sexta-feira, se passar das 19:00 horas não dá pra encontrar

lugar em boteco, nenhum.

Diz, “Vou ao Shopping” sabendo que isso só pode significar ir ao Park Shopping, senão diria “Vou ao Pátio”

Sabe que, se for ao Shopping Pier 21, não vai lá pra fazer compras.

Sabe que uma boate da moda não dura mais que três meses.

Já passou pelo menos um feriado em Caldas Novas ou em Pirenópolis..

Morre de rir, ou de raiva nas vésperas de feriados, quando te dizem “o último que sair (da cidade) apaga a luz”.

Fica injuriado, quando sempre que viaja é perguntado a qual gangue você pertence, e se já queimou algum índio.

E mais ainda, quando dizem que em Brasília não se trabalha

e que você deve estar nadando em dinheiro. Vai a churrascos onde o traje básico das meninas é jeans, sandália de salto e bolsa da Louis Viton.

Sabe que para ir na padaria, você leva pelo menos 10 minutos pra se arrumar.

Adora viajar e dar uma escapada, mas quando volta e sobrevoa Brasília, sente uma sensação de paz imensa, um jeito peculiar de sentir-se em casa.

Sabe que as 3 girias da cidade são: Véi, Tipo e Cara.

Enfim, se você concordou com a metade deste e-mail, então você realmente é alguém identificado com essa cidade tão peculiar, mas ao mesmo adorável na sua forma de ser.”

Pois é!  Você conhece Brasília.

 

Nerd Uma das coisas bacanas que descobri em Brasília foi o Açougue Cultural do T-Bone na 312 Norte.  O cara fez umas estantes na parede da frente do açougue e os livros ficam lá 24 horas. Você pega um livro e devolve depois. Pode doar também!!! Ele estendeu esta atitude de um cidadão de bem e de cultura para alguns pontos de ônibus. Achei isto fantástico!!! Isto é o que se chama de civilização.

Bom, outra coisa que qualquer pessoa quando vai a Brasília pode estranhar no começo é a estrutura geográfica da cidade ou do Plano Piloto. Como encontrar a casa de alguém? “Ah eu moro na 214 norte ou na 310 sul”. Lá não tem centro da cidade. Tem o comércio da quadra… Esta geografia diferente das cidades brasileiras me faz lembrar Washington, principalmente quando você está em casa e diz: ” …vou para o eixo monumental pela W3, mas volto pelo eixão e depois pego o eixinho”. Sabe, esta coisa dos pontos cardeais(coordenadas cartezianas): asa sul, asa norte, sudoeste, noroeste(novo investimento imobiliário), W3(west das asas), L4(leste das asas), lago sul e lago norte. Lá é tudo setorizado: setor hoteleiro sul, setor comercial norte, etc. A cidade  é mais organizada.

 Ah… esqueci de dizer. Este é o lado bacana da cidade… a outra realidade você ver nas cidades satélites como Samambaia, Ceilândia,  Recanto das Emas, etc.

Eu não poderia deixar de falar do sabor de um bom café do sítio com pão de queijo. Hum… que delícia!!!

Gostei muito das aulas diárias de Tai Chi Chuan aberto a todos e grátis, com o Mestre Moo-Shong Woo, na Praça da Harmonia Universal – EQN 104/105 Norte

Câimbra do Escrivão

De acordo com a Professora e Neurologista Dra. Elizabeth M. A. B. Quagliato  na sua entrevista concedida para a ABPD – Associação Brasileira de Portadores de Distonia em 2001 no formato de um artigo intitulado “Câimbra do Escrivão: Atualização sobre seu Diagnóstico e Tratamento”  esta doença chamada Câimbra do Escrivão é definida da seguinte forma:

“…é uma distonia focal relacionada ao ato de escrever . Faz parte do grupo das distonias ocupacionais, que se caracterizam por contrações musculares involuntárias desencadeadas por determinados movimentos como escrever, tocar piano, violino, saxofone, jogar golfe ou digitar . Em alguns casos a distonia pode afetar mais de uma função da mão.

Há dois tipos de cãibra do escrivão – a simples, que ocorre somente quando se realiza uma função – como escrever – e a cãibra distônica – presente em mais de uma atividade, como usar talheres, pentear-se, digitar”.

Ainda segundo ela, “os sintomas da cãibra do escrivão ocorrem assim que a pessoa segura a caneta ou após escrever algumas palavras. A apreensão da caneta é extremamente forte, o punho se flexiona ou estende e uma postura de elevação de cotovelo e do ombro acompanha o ato da escrita, que se transforma numa tarefa cansativa, imprecisa, lenta e até mesmo dolorosa”.

Para a Professora Elisabeth, “os sintomas podem iniciar desde a adolescência até os 50 anos, são unilaterais ou bilaterais e ocorrem tanto em homens quanto em mulheres. É considerada uma doença crônica, com prognóstico difícil de ser definido. Sua causa é uma função anormal dos gânglios da base, neuronais situadas profundamente no cérebro e encarregadas de regular os movimentos”.

De acordo com a neurologista a câimbra do escritor é uma afecção reconhecida há mais de dois séculos e até hoje pouco compreendida. “O diagnóstico é clínico, não se observando lesões visíveis nos exames de neuro imagem, como a ressonância magnética. O que ocorre é um erro da programação motora, pouco se conhecendo estruturas neuronais situadas profundamente no cérebro e encarregadas de regular os movimentos e sobre quais neurotransmissores estariam envolvidos. Alguns casos de cãibra do escrivão se relacionam a uma estruturas neuronais situadas profundamente no cérebro e encarregadas de regular os movimentos.  Outros casos se relacionam a uma herança genética, havendo na mesma família casos de distonia generalizada , associando-se ambas ao gene DYT1, responsável pela codificação da proteína torsina” afirma ela.

Um pequeno recorte de minha vida com câimbra do escrivão:

Eu tenho câimbra do escrivão desde a infância… Já sofri muito e hoje ainda carrego este sofrimento, mas consegui estudar e buscar o que sempre quis na vida. Nunca desisti…  Hoje, faço aplicação de botox. Fiz, recentemente, uma consulta no Sarah Kubistchek em Brasília e depois de tudo que já vivenciei, estou aprendendo a aceitar o problema e conviver com ele!  O que é interessante é o como a gente se vira para aprender a conviver com uma dificuldade ou deficiência que, no meu caso, não conhecia, não sabia o nome,  não conhecia o diagnóstico, não tinha compreensão das pessoas, era vítima de preconceito… enfim, não sabia o que estava acontecendo comigo. Daí, vinheram os traumas na vida, o esforço demasiado para ter sucesso na escola e coisas assim, o  querer mostrar para todo mundo que eu era normal e também sabia escrever. Os conflitos foram muitos!!!  A partir deste quadro desenvolveu-se uma timidez exacerbada, mas precisamente uma fobia social, a tendência para se isolar…
Por outro lado, quando a gente tem uma deficiência ou dificuldade, ficamos mais perceptivos e desenvolvemos certas habilidades do nosso ser que os demais não desenvolvem. Quando começamos a sacar isto, a vida fica mais interessante e mais cheia de motivação… Passamos a ter mais criatividade, desenvolver a inteligência emocional e perceptiva… A nossa evolução enquanto ser parece que está atrelada a condições de vulnerabilidade e risco. Quando temos tudo bonitinho e arrumadinho ao nosso favor, ficamos na acomodação e na mediocridade.
Mas,voltando ao assunto, na verdade a cãimbra do escrivão é um dos desafios da neurologia. Não existe ainda perspectivas de tratamento. O paciente tem que aprender formas de se adaptar, ter paciência. Pois, ter uma limitação significa ficar à margem em certos aspectos… Eu tenho usado adaptadores como um engrossador de borracha para a caneta; aprendi a escrever, na adultície, com a mão esquerda, pois depois dos 35 anos a doença evoluiu um pouco ao ponto de comprometer o ato de digitar, pegar no mouse, nos talheres, etc. Não adiantou. No meu caso, a doença é distônica e bilateral.
Uma das coisas importantes que tenho percebido é que exercícios físicos tem me ajudado muito. Não é à toa que tenho praticado Tai Chi desde há muito tempo. Já fui um aluno assíduo da yoga e natação. Mas, hoje tenho mantido uma prática de exercícios sem muita sistematização… Não sei viver sem fazer exercícios com o intuito de viver bem com a distonia!