O Egoísmo Cotidiano

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Gabriel Chalita, escritor e doutor em Filosofia do Direito em Comunicação e Semiótica, ao escrever o Prefácio do livro Ágape do Padre Marcelo Rossi,  disse que vivemos tempos em que os adornos valem mais do que o essencial; que as amizades são interesseiras com prazos de validade; que as relações são inconsistentes e vivemos numa geração narcisista; que vivemos tempos de escassez de atitudes de misericórdia onde falta estima pelo ser humano e que quanto mais se tem, mais se deseja  e, quando não se tem, o desejo também faz questão de ficar. 

Pois é, estas palavras são sábias e temas de discussões na literatura “psi” também. Vivemos um mundo onde as pessoas se tornaram objetos descartáveis e coisificadas. Como fala o livro do Padre Marcelo Rossi, é preciso cultivar a bondade na nossa sociedade. Precisamos aprender a ser bons nas nossas relações, a deixar de lado estas atitudes mesquinhas, individualistas, materialistas e egoistas. Enfim, pensar mais no ser, na pessoa em detrimento do ter, das aparências e adornos.

Ao mesmo tempo em que estava refletindo sobre o livro “Àgape” recebi um email do Senador Cristovam Buarque onde traz um artigo  publicado no Jornal O Globo  com o título Casamento Maldito que aborda, nas entre linhas, a discussão sobre a falta de bondade e egoismo nas relações pessoais da vida política. Muito interessante. Como o ser humano está mais preocupado com o seu umbigo e falta, exatamente, na nossa sociedade o que o Padre Marcelo Rossi afirma: ser bom, ter misericórdia e ser mais humano. O egoísmo impera no nosso cotidiano nas diversas relações humanas: família, trabalho, política, etc. Não existe espaço para o Homem de Bem!

A literatura “psi” descreve o mal estar da nossa civilização hoje a partir destas reflexões onde o Homem vive um vazio intenso, é propenso a mecanismos de inveja e ansiedade muito profundos; angustias depressivas oriundas do individualismo, egoísmo e falta de misericórdia. Enfim, as desigualdades, as dependências químicas, excessos e faltas, violências, desrespeitos, ânsia doentia pelo poder e necessidade de se mostrar como “o melhor e mais importante” são ao mesmo tempo consequências e psicopatologias do nosso cotidiano atual.

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