Dureza versus Leveza na Câimbra do Escritor

Quando eu vi esta imagem pela primeira vez  eu quis usá-la como ícone ou mascote para o meu Blog.  Não sei ao certo o que ela me chamou a atenção ou qual foi o sentimento que me despertou, no momento.  Lembro-me que se passaram várias coisas na minha mente que eu poderia destacar algumas:

Eu percebi que a leveza das mãos desenhando uma a outra me fez pensar na dureza e rigidez das minhas mãos ao tentar usar um lápis ou uma caneta.

Eu percebi que  é difícil colocar em palavras  a dificuldade de usar as mãos para escrever.

Eu percebi como é importante se ao menos um momento eu pudesse escrever sem sentir desconforto ou dor.

Eu percebi como é doloroso viver na civilização da escrita sem conseguir escrever; sem conseguir se quer assinar o próprio nome.

Eu percebi como é desgastante viver com uma doença incapacitante…

Eu percebi na figura o equilíbrio entre os opostos que na câimbra do escritor não existe.

Eu percebi a leveza  do movimento como a de uma bailarina e na distonia focal vejo o congelamento dos movimentos numa postura petrificada como a de uma estátua.

Eu percebi que eu tenho feito um esforço grande para viver com distonia…