Distonia é mais do que um Distúrbio do Movimento

Esta semana recebi   a Revista “Dystonia Dialogue” , spring 2012, vol. 35 da DMRF que traz um artigo muito interessante  sobre as novas descobertas pelos cientistas a respeito da distonia.

O artigo intitulado  “5th International Dystonia Symposium is Most Comprehensive to Date” que, na verdade,  relata as conclusões do simpósio  sobre distonia que aconteceu em Barcelona  no mês de outubro de 2011.

De acordo com os estudiosos da área,  a definição e classificação da distonia está mudando. A Comissão de Classificação de Distonia se reuniu pouco antes do simpósio para rever as descrições usadas atualmente e esquemas de classificação. Considerando que a distonia ocorre em diversas formas e com um espectro  de apresentações clínicas e sintomas, criar um sistema  nosológico preciso para classificar a distonia é essencial para orientar o diagnóstico e tratamento adequados.

Segundo o artigo, tornou-se mais claro do que nunca que distonia é mais do que um “distúrbio do movimento.” As pesquisas  demonstram que podem  haver adicionais  de componentes não motores nas distonias que estão sendo negligenciados.

E a explicação para  as descobertas de componentes não-motores  mais prováveis  da doença ​​reside no fato de as estruturas cerebrais implicados na distonia não estarem  associados só com o movimento, mas também o comportamento, cognição, e as emoções. A depressão é uma das características clínicas que estão associados a algumas formas de distonia. Os sintomas clínicos não-motores das distonias são às vezes ignorados no processo de tratamento. Como resultado, a qualidade de vida pode ser comprometida. Esses insights levam a um tratamento mais eficaz da “pessoa como um todo”, conclui estudiosos.

Continua o  artigo, “Escalas utilizadas para avaliar a distonia em pacientes estão sendo ampliadas e revistas para medir com mais precisão os sintomas motores, assim como fatores adicionais, tais como o impacto sobre a vida diária, dor, saúde emocional e qualidade de vida global.” 

Uma  descoberta fundamental é que  “a distonia não é apenas uma desordem dos gânglios da base, como se pensava. Os sintomas em algumas formas de distonia parecem surgir, bem como da complexa interação entre o gânglio basal e cerebelo. Outras áreas do cérebro, incluindo o córtex motor, tálamo, cerebelo e corpo caloso  estão implicados na distonia.”

Finalizando, de acordo com a matéria, os investigadores continuam a revelar novos genes associados com formas específicas de distonia desde a descoberta do gene DYT1 em pacientes com a forma mais comum de distonia generalizada primária. 21 genes e marcadores de genes são conhecidos até hoje. E  estudos de genética molecular apontam para um número crescente de proteínas que podem contribuir para a desordem a nível celular. Uma nova compreensão de como estas proteínas interagem umas com as outras estão tomando forma.

Para ler mais sobre estas pesquisas, acesse Highlights from the 5th International Dystonia Symposium
October 20-22, 2011 – Barcelona, Spain.”

Com relação a questão “Distonia e Depressão”, eu já tinha escrito um artigo sobre isto. Confira AQUI.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s