Doenças Invisíveis

Hoje, eu acompanhei parte de um bate-papo e mesa-redonda no twitter sobre as doenças invisíveis, ou seja, doenças que não são percebidas com facilidade, que não são entendidas num “primeiro olhar”.  São doenças como a Síndrome da Câimbra do Escritor (em alguns momentos,  não perceptível e outros quase invisível) que diante delas, as pessoas dizem: “mas, você não parece doente”. Outras podem afirmar ainda: “você está  fingindo”. Na nossa sociedade muito do que é invisível não é compreensível. A grande maioria das pessoas sofre em silêncio, com medo da incompreensão e com vergonha de “não conseguir escrever”.
O debate no twitter foi promovido pela empresa WegoHealth e faz parte da Semana da Doença Invisível, dias 10 – 16 de Setembro/2012, nos USA. O tema central da semana de sensibilização para as doenças invisíveis deste ano é “Doença Invisível? Compartilhe sua esperança visível!”. De acordo com a equipe do WegoHealth esta semana é centrada em torno da idéia de que, só porque os outros não podem ver – não significa que a sua experiência, a sua dor e a sua realidade não seja exatamente real e verdadeira.
Em outro momento, eu tentei escrever um pouco sobre esta condição da Câimbra do Escritor de “não ser percebida como doença” ou ser “uma doença invisível” no artigo: A Câimbra do Escritor, Você e o Outro. As pessoas, muitas vezes, se colocam de forma estigmatizada sobre patologias como as distonias focais e qualquer doença dita invisível. Eu já ouvi pessoas e até médicos dizerem que câimbra do escritor não é doença, é uma simples câimbra. Pois é, muitas doenças neurológicas e psiquiátricas ainda são vítimas de preconceitos e rótulos. Muitas delas se tornam imperceptíveis, difícil de diagnosticar e podem se tornar em alguns aspectos  doenças invisíveis no tocante a sua sintomatologia e forma de apresentação, principalmente para o leigo.
Enfim, este é um movimento em prol de algo que não é muitas vezes visível aos olhos mas é sentido no corpo e no coração, logo é real. Segundo Mahatma Gandhi, “a melhor forma de sensibilizarmos alguém para algo tão sutil como uma doença crônica invisível é mudando a nossa atitude”.  Para finalizar, algumas questões que incomodam: A Câimbra do Escritor é uma doença crônica invisível?  Quais são os aspectos não visíveis? E qual é a nossa esperança?

Um pensamento sobre “Doenças Invisíveis

  1. Como portadora da caimbra do escrivão, também já fui vítima de pessoas que não entendem ou sequer acreditam no problema. Acham que é frescura. No entanto eu já cheguei num ponto em que não aceito provocações. Tenho uma postura de exigir respeito.

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