Dissipando os embaraços da Distonia

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Viver bem com a infortúnia distonia

Requer um esforço ininterrupto, cheio de resignação.

Implica em exercitar  maestria, paciência e sabedoria

Conviver com  muita tenacidade e suprema aceitação.

 

Viver bem com as mãos desajeitadas

Que limitam sua destreza  e produtividade

Que se contorcem  e incomodam  quando  usadas

Necessita, então,  de muita estoicidade.

 

Viver bem com a deletéria Câimbra do Escritor

Suplica enfrentar diversas dificuldades

Conviver com o isolamento e a dor

Saber lidar com olhares e adversidades.

 

Viver bem com este importuno transtorno

É não ansiar por uma cura em vão

É ter perspectivas e não render-se ao desgosto

Não reparar a rigidez e espasmos da tua mão.

 

Para viver bem  com esta louca enfermidade

É preciso ter paciência e superação

Necessita  sair do embaraço e ter equanimidade

Ser  centrado e  ter disposição.

 

Quem está preparado na sua mente?

Ninguém  pediu para ter esta mazela chamada distonia

Ela apareceu para mim, inclemente

Com suas mãos indomáveis,  cheia de tortura e agonia.

 

Como estar preparado quando se depara  a toda hora

Com uma doença rara e incapacitante?

Que devido a uma parada respiratória

Durante o meu  nascimento, casou uma lesão irritante

 

Na verdade, um traumatismo desagradável.

Tudo por falta de oxigênio no encéfalo

Que afetou a parte motora das mãos de forma insustentável

E me faz sentir-se num inoportuno gargalo.

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Falácia do Espantalho

A Falácia do Espantalho ou Falácia do Homem de Palha é um argumento em que a pessoa ignora a posição do adversário no debate ou discussão e a substitui por uma versão distorcida, que representa de forma errada esta posição.  A falácia se produz por distorção proposital, com o objetivo de tornar o argumento mais facilmente refutável, ou por distorção acidental, quando a pessoa ou debatedor que a produz não entendeu o argumento que pretende refutar.

Nessa falácia, a refutação é feita contra um argumento criado por quem está atacando o argumento original; não é uma refutação do próprio argumento preliminar. Para alguém que não esteja familiarizado com a proposição original, a refutação pode parecer válida, como refutação daquele argumento. Assim, comete-se a Falácia do Espantalho ou Homem de Palha quando se atribui a outrem uma opinião fictícia ou se deturpam as suas afirmações de modo a terem outro significado.

Segundo o site Your Logical Fallacy, o comportamento conhecido como o  Homem de Palha é uma das 24 mais comuns falácias lógicas argumentativas e podemos dizer que a falácia do Homem Espantalho é aquela típica da  pessoa que  desvirtua um argumento ou proferição sobre determinado assunto  para torná-lo mais fácil de atacar. Ao exagerar, desvirtuar ou simplesmente inventar um argumento de alguém, fica bem mais fácil apresentar a sua posição como razoável ou válida. Este tipo de desonestidade não apenas prejudica o discurso racional, como também prejudica a própria posição de alguém que o usa, por colocar em questão a sua credibilidade. Desta forma, se você está disposto a desvirtuar negativamente o argumento do seu oponente, será que você também não desvirtuaria os seus positivamente?

Um exemplo deste tipo de comportamento, de acordo com o site é: depois que João disse que devemos investir mais em saúde e educação, Carlos respondeu dizendo-se estar surpreso de que João odeia tanto o nosso país que quer deixá-lo desprotegido ao cortar o orçamento militar.

Outro dia, eu fui vítima no trabalho, de forma sistemática e sutil, deste tipo de falácia praticado por uma pessoa que para todos apresentava-se como amigável. Porém,  a todo momento, esta pessoa vivia deturpando e distorcendo minhas colocações e comentários; fazendo conclusões apressadas e irreais, com o objetivo de denegrir a minha imagem.  Eu ficava sempre pensando sobre este comportamento. O que estaria por trás disto? Qual o objetivo desta pessoa?  Descobri depois de “dá corda” e observar pacientemente. A princípio, digo que este tipo de comportamento, na verdade, é uma forma infantilizada e  agressivo-passiva de atacar. Em segundo lugar, é  um comportamento de uma pessoa que revela insegurança, inveja, imaturidade, desonestidade e interesse em prejudicar. Em terceiro lugar, são pessoas oportunistas, interesseiras e maldosas.  E   por último, pessoas com esta postura são muito comuns nas relações de trabalho e dentro da família. São conhecidas, também, como aquelas pessoas que colocam “palavras na sua boca” e praticam atos de má-fé com que se procura enganar alguém. Está relacionado a falsidade, superficialidade e indecência.

De acordo com a filosofia, falácia é uma palavra de origem grega utilizada pelos escolásticos para indicar o “silogismo sofistico” de Aristóteles. Segundo Pedro Hispano: “Falácia é a idoneidade fazendo crer que é aquilo que não é, mediante alguma visão fantástica, ou seja, aparência sem existência”. Desta forma, a falácia significa erro de raciocínio, seguida de uma argumentação inconsistente. Está relacionada também com a mentira, engano ou falsidade.  Normalmente, uma falácia é uma ideia errada que é transmitida como verdadeira, enganando outras pessoas.

No âmbito da lógica, uma falácia consiste no ato de chegar a uma determinada conclusão errada a partir de proposições que são falsas. A filosofia de Aristóteles abordou a chamada “falácia formal” como um sofisma, ou seja, um raciocínio errado que tenta passar como verdadeiro, normalmente com o intuito de ludibriar outras pessoas. Assim, as pessoas que se utilizam deste aparato, procuram deturpar as colocações dos colegas de trabalho ou amigos para prejudicar, aniquilar e principalmente ter êxito, de forma desonesta, sobre alguma situação.

Na verdade, dentro dos vários tipos de falácias , a Falácia do Espantalho é aquela que o sujeito  define um termo para favorecimento próprio, utilizando posições defendidas por um opositor(ou um colega invejado). Esta é muito utilizada pela maioria dos políticos, pessoas politiqueiras, babonas e invejosas. Pessoas que se sentem ameaçadas ou ressentidas em alguma situação e tem um padrão típico de imaturidade, crueldade e desonestidade no seu comportamento.  Nas palavras do senso comum, são pessoas que praticam a “baixeza”, ou seja,  aquelas que tem falta de elevação moral e de dignidade nos sentimentos. Enfim, estas não são  boas companhias; nem se quer de longe!

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