La Crampe de L’écrivain

Crampe de l’écrivain é o nome na língua francesa para a doença/deficiência neurológica conhecida no Brasil com o nome de câimbra do escrivão.  Na verdade, a tradução do francês para as línguas inglesa e portuguesa é “câimbra do escritor”, assim como  para qualquer outra língua é desta forma; na língua espanhola, por exemplo, CE é “calambre del escritor”.

A língua portuguesa é complexa; tanto faz um termo quanto o outro. Mas, eu penso que “Câimbra do escritor”, assim como está na língua francesa, é mais adequado –  e etimologicamente correto –  para categorizar este tipo de Distonia de Tarefa Específica. De acordo com o dicionário Aurélio a palavra “Escrivão” é sinônimo de “Escriba” e significa: “oficial público encarregado de escrever autos, atas, termos de processo e outros documentos legais junto a diversas autoridades, tribunais, corpos administrativos, etc”.  Com relação a palavra “Escritor“, a definição mais plausível é: “a pessoa que se expressa através da arte da escrita”. Por isso que, daqui em diante, ao se referir a esta condição de saúde, eu irei sempre falar em  “CE – Câimbra do Escritor“.

Na língua francesa,  a câimbra do escritor é descrita como Dystonie de fonction que significa distonia focal ou distonia de função específica. Esta categorização é usada na literatura médica brasileira, também.

Quando se tem uma limitação ou “impedimento corporal” desta natureza,  o primeiro impulso é buscar informação sobre a doença e alguma forma para minimizar o sofrimento; e depois procurar pessoas com a mesma condição de saúde para compartilhar as experiências de vida com distonia. Pois, além das limitações físicas, a distonia afeta a autoestima, provocando graus de ansiedade e depressão. E em alguns casos, a doença leva ao isolamento do convívio social e de acordo com os neurologistas, os impactos no trabalho podem ser ainda mais prejudiciais, já que os portadores da câimbra do escritor apresentam a impossibilidade da escrita e da digitação.

Com este Blog, eu pretendo criar um espaço informativo, de conscientização e educação  sobre esta doença estranha que é considerada o 3ª distúrbio neurológico do movimento mais comum depois da Doença de  Parkinson e do Tremor Essencial. Almejo, também, ajudar a desmistificá-la e encorajar a todos que vivem com distonia a sair do ANONIMATO e do CASULO.  Na verdade, a motivação para tal façanha surgiu depois de  ter participado da Comunidade  “Dystonia Neuro Movement Disorder”  no WegoHealth.

Eu acho que a nossa motivação maior deve ser a seguinte: (1º) buscar uma articulação de  todos os pacientes para sermos Defensores das pessoas com distonia e desenvolver relações diplomáticas com nossos líderes legislativos para sensibilizá-los com relação a nossa condição de saúde e ajudá-los a compreender os desafios de todos aqueles que vivem com distonia; (2º) buscar sensibilizar a população e os políticos com relação a um esforço global para investir nas pesquisas em busca da cura da distonia e outros transtornos neurológicos do movimento como a doença de Parkinson.

Nas minhas pesquisas para entender mais sobre a Câimbra do Escritor, tenho visto que em alguns países do chamado primeiro mundo as pessoas que sofrem de distonias tem um melhor suporte em todos os sentidos e estão mais organizadas a exemplo da Dystonia Advocacy Network, Amadys, Deutsche Dystonie Gesellschaft, The Dystonia Society e outras associações sem fins lucrativos; grupos de apoio e fundações de pesquisas como a DMRF.

Para que o leitor tenha noção da gravidade desta doença, eu escolhi esta foto abaixo de uma pessoa com câimbra do escritor que encontrei no site alemão Entwicklungsgruppe Klinische Neuropsychologie (Desenvolvimento de Neuropsicologia Clínica) e que mostra exatamente como é  uma das  posturas compensatórias da mão(sintoma)  ao tentar escrever:

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Amós e as injustiças sociais

 

Quando eu vejo uma pessoa com intenção de se candidatar a um cargo político sempre me vem  a seguinte questão: “será que esta pessoa está interessada, realmente, no bem-estar e na comodidade da sociedade, no desenvolvimento humano e na administração do serviço público em favor da população ou preocupado meramente com interesses particulares como  obter benefícios e oportunidades de crescer em termos de poder, riqueza e domínio?”. Neste sentido, podemos dizer que a ganância e desejo pelo poder; a corrupção; as diferenças sociais; a luta contra o domínio hegemônico de ideologias dominantes; os privilégios e distinções não são realidades exclusivas de hoje. Na época do profeta Amós já existia tudo isso que estamos vivenciando hoje no nosso país e muito mais: tribunais a favor dos ricos, discriminação, carestia, cobrança de impostos exorbitantes, avareza, vida de luxo e ostentação as custas da exploração da população mais carente e desprovida…  Na verdade, quem envereda nesta seara deve fazer uma reflexão dos seus reais propósitos dentro de uma perspectiva ética. Não dá mais para acreditar em tanta farsa e invencionice! Este modelo de política que representa classes, grupos, conveniências precisa ser repensado. 

De acordo com os historiadores, por volta do ano 760 A.C., o profeta Amós que era um vaqueiro, agricultor e cultivador de sicômoros  (um fruto comestível) vivia em Teqoa (Técua), nos limites do deserto de Judá, perto de Belém passou a ser considerado o profeta em favor da minorias e contra as injustiças cometidas pelos governantes da época. Este homem simples conhecido como um dos profetas menores residia neste povoado que ficava situado a menos de 20 km ao sul de Jerusalém.  Indignado com tanta injustiça na região, ele deixou sua vida tranquila e foi anunciar e denunciar as injustiças sociais cometidas contra os mais pobres e mais fracos, durante o reinado de Jeroboão II  no Reino de Israel Setentrional (787-747 AC) e no Reino de Ozias em Judá (781-740 AC), que existiam já naquela época. De acordo com a literatura sagrada, naquele período, um leão começava a rugir: era o divino que colocava em polvorosa todo um regime de iniquidades.

Menos de um século antes da missão, ensinamentos e pregações de Amós, tinha acontecido no Reino de Israel Setentrional um golpe militar, promovido por um antepassado de Jeroboão II, o general Jeú, que, ao romper os acordos com os vizinhos, jogara o país em profunda dependência, especialmente, da grande rival Damasco, que era governada pelos Arameus. O Reino de Israel Setentrional levou muito tempo para recuperar a sua autonomia. E isto começou com o rei Joás, pai de Jeroboão II, que governou entre 797 e 782 AC. Conta a história que o reinado de Jeroboão II (783 – 743 AC) ao se recuperar da ditadura militar tornou-se uma época aparentemente gloriosa para o Reino de Israel Setentrional que ampliava seus domínios e enriquecia, entretanto, o sistema administrativo, o que provocou a concentração da renda nas mãos de poucos privilegiados com o consequente empobrecimento da maioria da população e endividamentos dos pequenos agricultores. Estes ficavam tão endividados que chegavam à escravidão para pagar suas dívidas. Os tribunais, que teoricamente deveriam defendê-los da exploração dos mais poderosos, bem pagos por quem podia, decidiam sempre a favor dos ricos.

Nesse contexto, o luxo dos ricos insultava a miséria dos oprimidos e o esplendor dos cultos disfarçava a ausência de uma religião verdadeira. O que não é diferente de hoje com a ostentação dos templos e a ambição pelo poder e riqueza do homem pós-moderno. Desta forma, Amós denunciava essa situação com a rudeza simples e altiva e com a riqueza de imagens típicas de um homem do campo. A palavra de Amós incomodava porque ele anunciava que o julgamento de Deus iria atingir não só as nações pagãs, mas também, e principalmente, o povo escolhido já que se consideravam pessoas corretas, honradas e de bons costumes religiosos, mas na prática era pior do que os pagãos. Amós não se contentava em denunciar genericamente a injustiça social, ele denunciava especificamente:

  • Os ricos que acumulavam cada vez mais, para viverem em mansões e palácios (3:13-15; 6:1-7), criando um regime de opressão (3:10);
  • As mulheres ricas que, para viverem no luxo, estimulavam seus maridos a explorar os fracos (4:1-3);
  • Os que roubavam e exploravam e depois iam ao santuário rezar, pagar dízimo, dar esmolas para aplacar a própria consciência (4:4-12; 5:21-27);
  • Os juízes que julgavam de acordo com o dinheiro que recebiam dos subornos (2:6-7; 4:1; 5:7.10-13);
  • Os comerciantes ladrões e os atravessadores sem escrúpulo que deixavam os pobres sem possibilidades de comprar e vender as mercadorias por preço justo (8:4-8).

No livro de Amós, podemos ver denúncias contra as nações vizinhas como Damasco, a nordeste; Gaza, no oeste; Tiro, a noroeste; Edom, a sudeste e Amon e Moab no leste, por suas crueldades entre si e até mesmo, o mais extenso deles, contra Israel. Há, também, nos seus discursos, reprovações contra Judá e Israel, por sua idolatria e alienação coletiva. E ainda, podemos ver nos capítulos de 3 a 6 condenação a Israel por sua hipocrisia, a injustiça social, o orgulho e as falsas promessas de segurança da população.  Tudo isto se parece com o nosso contexto atual? Comportamentos político-sociais como ditadura militar, apropriação indébita e peculato, propina, enriquecimento ilícito, mentiras, interesses, partidarismo são peculiares ao tempo de hoje ou já era um costume característico desde aquele época remota?

Se as pessoas ricas de hoje construíssem como as pessoas do tempo do profeta Amós, certamente os elefantes já estariam extintos. Um sinal de riqueza era ter decorações com marfim nas paredes em suas casas. Amós 3.15.

Pois é. De acordo com Dionísio Pape,  os crimes de Israel apontados por Amós, uma pessoa simples, sem interesse de enriquecer através de cargos políticos são os seguintes:

  • “Vendem o justo (tsaddîq) por prata”: desprezo ao devedor; “E o indigente (‘ebyôn) por um par de sandálias”: escravização por dívidas ridículas;
  • “Esmagam sobre o pó da terra a cabeça dos fracos (dallîm)”: humilhação/opressão dos pobres;
  • “Tornam tortuoso e injusto o caminho dos pobres (‘anawim)”: desprezo pelos humildes;
  • “Um homem e seu filho são levados à mesma punição”: opressão dos fracos (das empregadas/escravas);
  • “Se estendem sobre vestes penhoradas, ao lado de qualquer altar”: falta de misericórdia nos empréstimos;
  • “Bebem vinho daqueles que estão sujeitos a multas, na casa de seu deus”: mau uso dos impostos (ou multas).

Amós, com os termos tsaddîq (justo), ‘ebyôn (indigente), dal (fraco) e ‘anaw (pobre), designa as principais vítimas da opressão na sua época. Sob estes termos Amós aponta o pequeno camponês, pobre, com o mínimo para sobreviver e que corre sério risco de perder casa, terra e liberdade com a política expansionista de Jeroboão II. É em sua defesa que Amós vai profetizar:  “ouvi esta palavra vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis os pobres, que quebrantais os necessitados…”. O apelo por justiça é o tema mais conhecido deste livro, porque evidencia a condenação de Deus aos que ficaram ricos através da corrupção. A partir desse contexto  é difícil dizer-se cristão, não é? Onde é que fica o exemplo prático? Enriquecendo às custas dos impostos da população tão indefesa? Discriminando os mais fracos e excluídos? Roubando, mentindo, disseminando o ódio, a falta de compaixão, a tirania, etc.? Mentiras e mais mentiras…   Para ser eleito e não perder as regalias, vale tudo! Considerando este contexto, fica muito difícil dar crédito aos discursos e promessas de pessoas candidatas a cargos políticos diante de tanta ganância, alianças ambiciosas, falta de honestidade, politicagem e manobras maquiavélicas. Aqueles eram tempos tão difíceis e sombrios quanto os de hoje? Parece que tudo se repete num novo formato.

De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.  Rui Barbosa

Todas estas características dos governantes da época de Amós delineiam o homem não virtuoso na perspectiva socrática que é aquele caracterizado como indecente, corrupto, corrompido e desonesto. Para Sócrates as pessoas deveriam concentrar os seus esforços em serem virtuosos para si mesmos, seus familiares, amigos e para a comunidade a que pertencem, pois, a virtude deve ser conquistada também por todo o grupo humano, pela polis. Assim, segundo o filósofo, a melhor forma do homem virtuoso viver é esforçando-se pelo desenvolvimento da sua razão e do seu conhecimento e não buscando somente riquezas materiais que geralmente desviam o homem do caminho da virtude. Segundo ele, a virtude, portanto, é o bem mais precioso que a pessoa pode ter. 

O homem virtuoso, na minha opinião,  deveria ocupar todas as esferas da sociedade e principalmente a política. Nesta perspectiva, viveríamos numa sociedade mais harmoniosa, mais igualitária e justa,  menos egoísta e que garantisse os direitos humanos de todos.  Um político virtuoso e humanitário seria, portanto, antônimo do conhecido “politiqueiro” e um cidadão de bem seria aquele não corruptível! Esta é a ideia primordial e o grande desafio. Mas para isto, é preciso avançar nos valores morais, na qualidade das relações pessoais e conduta do homem na sociedade; na mudança deste contexto degradado das instituições  como a política que mais parece um balcão de negócios desabonando a dignidade humana, no zelo pela coisa pública, pelo Bem Comum (?), visando o desenvolvimento da comunidade em detrimento dos interesses particulares e, enfim, não permanecer na repetição dos mesmos padrões ancestrais de modelos primitivos de vida.

E para que isto aconteça é imprescindível o envolvimento de todos na construção de uma vida melhor e próspera para todos. Segundo o jornalista Sebastião Nery, só a participação  consciente da sociedade pode exigir políticas públicas fundadas na construção de uma realidade mais justa e com oportunidades iguais para todos. Todos que fogem da política e do supremo ato de lutar pelo interesse comum, garantem a sobrevivência e vida longa para os dilapidadores do interesse público.

“As funções públicas não podem ser consideradas como sinais de superioridade, nem como recompensa, mas como deveres públicos. Os delitos dos mandatários do povo devem ser severa e agilmente punidos.” Robespierre (1793).

Bibliografia:

ALMEIDA, João Ferreira de.  Bíblia Sagrada. Versão Revista e Atualizada.  2ª edição. Sociedade Bíblica do Brasil. 2008. Barueri  – SP;

PAPE, Dionísio. JUSTIÇA E ESPERANÇA PARA HOJE: A Mensagem dos Profetas Menores.  Primeira Edição. ABU EDITORA. 1982. São Paulo – SP.

 

Setembro: conectando pessoas para conscientizar sobre Distonia

Setembro é um mês importantíssimo para todos nós da Comunidade de Pacientes com Distonia porque é o Mês Internacional de conscientização sobre a Distonia! Você pode trazer maior visibilidade à distonia e aos problemas que afetam indivíduos e famílias afetadas por este transtorno neurológico do movimento. Iniciativas como esta campanha nos faz sentir mais esperançosos e não solitários no sofrimento ocasionado por esta doença incapacitante.

 A Dystonia Medical Research Foundation (DMRF) com a campanha “Dystonia Moves Me (Distonia me faz movimentar-se)”  desde 2015 destaca este ano o tema  “Lute pela Cura”.  Para a DMRF, compartilhando para promover a Conscientização da Distonia, você conecta pessoas para lutar pela causa e, desta forma,  a instituição oferece quatro sugestões simples de como você pode agir para promover o reconhecimento da distonia localmente e nas mídias sociais: 1- Mostre seu apoio ao aparecer. 2- Fale sobre isso. Leia sobre distonia para estar preparado para informar a sua família e aos amigos. 3- Faça um momento de conscientização. Mantenha cartões de informações e adesivos à mão para promover a distonia entre as pessoas que você vê diariamente. 4- Compartilhe o que você sabe. Durante todo o mês de setembro, procure por fatos sobre a distonia publicados diariamente no Facebook e no Twitter (@dmrf).

As Associações Europeias da Distonia através da Dystonia Europe, assim como a DMRF, têm feito uma campanha belíssima de conscientização e sensibilização da distonia neste mês de Setembro. “Conectando pessoas através da distonia” é a campanha da Dystonia Europe  que traz a cada dia uma discussão e um enfoque.

Viver com distonia pode ser difícil. Você pode ser julgado injustamente por sua aparência, suas posturas, seus comportamentos ou limitações. Mas não se desculpe! Fique orgulhoso, seja quem você é e junte-se ao movimento de difundir a consciência, ajudando a educar as pessoas que não conhecem nada melhor do que julgar. Compartilhe sua história em #DystoniaStory sobre como você foi vítima de preconceito por causa de seu transtorno. #DAM2018

Atualmente são cerca de 500.000 casos notificados de distonia na Europa e mais de 250.000 nos USA. Isto, sem falar nos casos subdiagnosticados e não notificados. No Brasil, são mais de meio milhão de brasileiros com distonia. De acordo com as estatísticas, a prevalência de pacientes com distonia corresponde a 0,3% para cada 1.000 pessoas.

A distonia é frequentemente diagnosticada incorretamente. Os sintomas podem ser confundidos com distúrbios psiquiátricos, habilidades sociais precárias ou sinais de abuso de substâncias.  Dystonia Daily Fact #15 -DMRF

A neurocientista e professora Marja Jahanshahi  comenta que o fato de você ter distonia está além de seu controle, mas você pode controlar como escolher ou decidir viver bem com ela. Você pode controlar seus pensamentos, o que você faz, o que você vê. Ter uma mentalidade positiva é importante, independentemente dos desafios que você enfrenta na vida. Então, concentre-se nas coisas que você pode fazer, em vez das coisas que você não pode. Lembrando-se de todas as coisas boas que você tem, seus amigos, sua família, todas as partes do corpo que estão funcionando bem. Concentre-se nos aspectos positivos!

O que me resta…

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Nestes últimos tempos, percebo a piora considerável da doença. No desejo de adiantar o serviço no meu trabalho, tento escrever…  Mas, não consigo fazê-lo, mesmo depois de tanto esforço e tanta paciência.

O que me resta, então, são sentimentos desagradáveis, desconcertantes, desesperadores…

O que me resta é pedir ajuda aos colegas de trabalho por causa deste embaralho.

O que me resta é esperar que alguém me empreste a mão, que me dê uma mão.

O que me resta é a decepção, a frustração, a limitação…

O que me resta é entender que esta é muito mais que uma doença; é, sem dúvida, uma sinistra deficiência.

Nesta efervescência causada pela percepção de uma mão defeituosa, lembro-me, de sobressalto, de um comentário feito por uma amiga da Comunidade Distonia, há algum tempo atrás:

Ai, ai, ai… fazia tempo que não me sentia tão angustiada! Isto é terrivelmente frustrante!
Pedir para um paciente de distonia escrever deveria ser considerado crime!

Nunca vi algo com a magia de desconcertar e desalinhar tanto como esta aberração chamada de “Câimbra do Escrivão”.

Distonia na CID 11

Até que enfim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou no dia 18 de junho a nova versão da CID depois de mais uma década de desenvolvimento e discussão por parte de profissionais de saúde.  A nova Classificação  Internacional de Doenças  é a base para identificar tendências e estatísticas de saúde em todo o mundo e contém cerca de 55 mil códigos únicos para lesões, doenças e causas de morte.

A mais recente revisão da  CID oferece melhorias significativas em relação às versões anteriores. A CID-10 foi lançada em maio de 1990. De acordo com o site das Nações Unidas, a CID-11 reflete as mudanças e os avanços na Medicina e Tecnologia que aconteceram neste período. A estrutura de codificação e ferramentas eletrônicas foram simplificadas, para permitir que os profissionais possam registrar os problemas de maneira mais fácil e eficaz. A nova classificação conta, então,  com 55 mil códigos únicos  versus 14.400 da CID-10.

Porém, de acordo com a OMS, a CID-11 será apresentada oficialmente para ser utilizada pelos  Países Membros em maio de 2019 durante a Assembleia Mundial da Saúde e entrará em vigor somente em 1º de janeiro de 2022.

O documento traz uma série de novidades e modificações, mas a atualização que interessa aos neurologistas e pacientes da distonia é que esta doença com suas classificações foi revisada e mantida na parte de neurologia como Transtornos do Movimento no capítulo Doenças do Sistema Nervoso conforme  CID 11 – 8A02. Isto é obvio e indiscutível. A descrição da CID 10 – 48.8 (psiquiatria), onde a câimbra do escrivão é classificada como Neurose Profissional é equivocada e ultrapassada. Enfim, Câimbra do Escrivão é uma síndrome neurológica rara e incapacitante. É uma distonia focal do membro superior mais comum. É um transtorno do movimento de tarefa-específica. É uma doença do sistema nervoso central.

Tríade obscura

De vez em quando, eu dou de cara com pessoas que tem tendência a comportamentos cuja as características são a esperteza e a manipulação. As primeiras questões que vem a minha cabeça, de imediato, são as seguintes: por que motivo as pessoas se deixam levar por energias tão nocivas e perigosas? E por que colocar a pessoa ou colega numa situação difícil para atingir um objetivo? Não seria isto maldade extrema ou mesmo falta de amor?

Incomodado com este tipo de atitude, na tentativa de compreender fiz uma pequena pesquisa e descobri um artigo interessante publicado no site “A mente é maravilhosa” que enquadra este comportamento no que os autores chamam de tríade obscura.

Segundo o artigo, aqueles que não têm a capacidade de se conectar com os outros ou têm a capacidade de se desconectar deliberadamente das suas emoções podem fazer parte dessa tríade que é composta pelo:  narcisismo, maquiavelismo e psicopatia.

Delroy Paulhus e Kevin-Williams, psicólogos da Universidade da Colúmbia Britânica, foram os responsáveis ​​por batizar como tríade obscura a parte mais negativa das relações humanas. Para eles, nos casos mais extremos, os indivíduos que compartilham as características dessa tríade chegam a se transformar em criminosos ou se perdem no amplo espectro das doenças mentais. No entanto, é preciso estar atento e ter precaução com aqueles que tem esta tendência de comportamento ou transtorno psiquiátrico e convivem diariamente conosco, muitas vezes disfarçando. A manipulação do semelhante para benefícios e interesses próprios é considerada o lado mais sombrio e pernicioso das interações sociais, segundo estes autores.

Assim, as pessoas que apresentam tais traços e formas de comportamento são chamadas de personalidades obscuras por causa das suas tendências insensíveis, egoístas e malévolas nos seus relacionamentos com os outros. Para Helena Moura, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), “o maquiavelismo costuma ser normal entre os narcisistas, que manipulam para conseguir o que querem, geralmente admiração e superioridade, coisas mais subjetivas. O psicopata, ao contrário, quer vantagens materiais. São problemas difíceis de entender e diagnosticar porque não existe uma alteração biológica por trás desses transtornos, o que significa que também não existem medicamentos próprios para eles”.

Averiguemos, então, a caracterização desta tríade obscura cujas pessoas manipuladoras estão inseridas:

  O Narcisismo ou Pessoas narcisistas

“Tudo é permitido para mim” ou “Os outros só existem para me adorar”, são exemplos típicos de pensamentos dominados pelo narcisismo. São pessoas egoístas, com um sentido de direito egocêntrico e uma autoimagem positiva, embora pouco realistas se considerarmos a opinião das pessoas ao seu redor.

Os narcisistas são “encantadores de serpentes”. No início são muito queridos para os outros, seus comportamentos são agradáveis ​​e atraentes, mas com o passar do tempo, podem se tornar muito perigosos. Eles podem até, sem querer, mostrar quais são as suas verdadeiras intenções: obter mais admiração e poder.

Eles geralmente ficam entediados com a rotina, por isso procuram desafios difíceis. A maioria dos narcisistas procura uma posição de liderança, advocacia ou qualquer outra profissão que envolva altos níveis de estresse. De acordo com o psicanalista Michael Maccoby, o narcisismo é um distúrbio cada vez mais frequente nos níveis superiores do mundo empresarial e está diretamente relacionado com a competição, ao salário e o glamour.

Um dos seus pontos fortes é a grande capacidade de convencimento que possuem. Graças a isso, eles se cercam de um grande número de seguidores, são capazes de convencer sem fazer nenhum esforço. Em suma, conseguem sempre o que eles se propõem. Além disso, como não são empáticos, não são escrupulosos com os meios e as estratégias que utilizam para alcançar os seus objetivos.

O interesse e a preocupação dos narcisistas com os outros é zero, apesar da sua grande teatralidade. Eles não sentem remorso e são impassíveis às necessidades e sentimentos das pessoas ao seu redor.

Agora, o seu calcanhar de Aquiles é a sua autoestima. Os narcisistas, muitas vezes, têm uma autoestima muito baixa, que é acompanhada de uma vulnerabilidade interna e uma certa instabilidade. Por isso, geralmente procuram se relacionar com pessoas que consideram inferiores para exercerem o seu domínio e se sentirem poderosos.

O Maquiavelismo ou Pessoas  manipuladoras

Para os “maquiavélicos”, o fim justifica os meios, independentemente das consequências que possam surgir. Geralmente são pessoas muito calculistas e frias, destruindo qualquer tipo de conexão emocional verdadeira com os outros. Embora possuam traços em comum com os narcisistas, como o egoísmo e o uso dos outros, há uma característica que os diferencia: são realistas nas percepções e estimativas que fazem das suas habilidades e dos relacionamentos que mantêm.

Os “maquiavélicos” não tentam impressionar ninguém, pelo contrário. Eles se mostram como são e preferem ver as coisas claramente, porque dessa maneira podem manipular melhor o outro. Na verdade, eles se concentram nas emoções das pessoas que querem manipular para obter o que querem. Se conhecerem os seus sentimentos, será mais fácil escolher a melhor estratégia para manipulá-lo.

De acordo com o psicólogo Daniel Goleman, as pessoas com características maquiavélicas podem ter uma menor empatia com os outros. A sua frieza parece derivar de uma falta no processamento tanto das próprias emoções quanto das dos outros.

Na verdade, para eles as emoções são tão desconcertantes que, quando sentem ansiedade, geralmente não sabem diferenciar se estão tristes, cansados ou simplesmente não estão se sentindo bem. No entanto, possuem uma grande capacidade de perceber o que os outros pensam. Mas, como diz Goleman, “mesmo que a sua cabeça saiba o que fazer, o seu coração não tem a menor ideia”.

Confira nesse texto outras formas de identificar uma pessoa manipuladora e mentirosa e  nesse outro artigo  leia os tipos mais comuns de comportamentos maquiavélicos.

A psicopatia, a personalidade mais perigosa da tríade

Os psicopatas consideram as outras pessoas como objetos com os quais podem  jogar e usar de acordo com a sua vontade. No entanto, ao contrário das outras personalidades da tríade obscura, quase nunca experimentam ansiedade e até mesmo parecem ignorar o que significa sentir medo.

Segundo os psicólogos Delroy Paulhus e Kevin-Williams, a frieza do psicopata é extrema, por isso pode tornar-se muito mais perigoso do que as outras personalidades da tríade obscura.

Como não sentem medo, podem permanecer serenos mesmo em situações emocionalmente intensas, perigosas e aterrorizantes. Eles não se importam com as consequências das suas ações e são os melhores candidatos para se tornarem presidiários.

Os circuitos neuronais desse tipo de pessoas dessensibilizam o segmento do espectro emocional associado ao sofrimento. Por isso, a sua crueldade parece insensibilidade porque eles não conseguem detectá-lo. Além disso, o remorso e a vergonha não existem para eles.

No entanto, os psicopatas têm algumas facilidades para “se colocar no lugar do outro” e, assim, pressionar os botões apropriados para alcançar o seu objetivo. Eles são muito persuasivos. No entanto, esse tipo de pessoas, apesar de se destacarem na cognição social, caracterizam-se pela compreensão das relações e do comportamento dos outros apenas a partir de uma perspectiva lógica ou intelectual.

Como vemos, parece que o lado negro praticado pelos Sith em Star Wars não é tão irreal quanto pensávamos. A presença desta tríade obscura nos relacionamentos íntimos leva a maus-tratos através da violência psicológica. São personalidades tóxicas que estabelecem círculos de poder, controle, hostilidade e aprisionam mentalmente as suas vítimas.

O artigo do site termina sugerindo que a chave para não cair nas armadilhas destas pessoas é trabalhar a nossa independência emocional. É preciso, em primeiro lugar, saber estabelecer limites claros nos nossos relacionamentos e não permitir que ninguém os ultrapasse, pois nos protegermos deve ser a nossa prioridade em todos os tipos de relacionamentos.  Penso que as pessoas como as maquiavélicas são doentias por que não tem relações saudáveis. As pessoas que mentem, roubam, dão um jeitinho para se dar bem, usam o outro para se promover sofrem de problemas psicológicos da mais alta gravidade e não são pessoas virtuosas. É preciso, também, revermos nossa base emocional e moral que implica em avaliar como estamos lidando com os sentimentos, como estamos nos relacionando com o nosso semelhante e como estamos exercendo as virtudes.

O Mentiroso e suas fantasias

Uma das coisas que sempre tem me incomodado é o uso corriqueiro da mentira em alguns espaços sociais, principalmente, nas relações pessoais no  ambiente de trabalho. O que eu acho mais interessante nisso tudo são os diversos motivos pelos quais o uso da mentira é empregado com facilidade e audácia, assim como o que este comportamento revela a respeito  da personalidade do mentiroso.

Para começo de conversa, podemos definir a mentira como o ato de não contar a verdade ou negar o conhecimento sobre alguma coisa que é verdadeira.  Assim, contar uma mentira consiste em falar algo que não é verdade para alguém, com o intuito de que essa pessoa acredite. Mentir, portanto, é sinônimo de enganar, além de ser uma das ações praticadas por quem possui intenções maliciosas em relação à outra. Por essas razões, a mentira pode ser  considerada um ato imoral ou criminal.

Uma mentira coloca em dúvida todas as verdades e faz diminuir a confiança!

 Segundo as estatísticas, de acordo com  Roque Theophilo, mentimos em média uma vez a cada cinco minutos de conversa. Começando pelos falsos elogios, passando pelas desculpas “esfarrapadas” ou pelas mentiras descaradas, até mesmo nos casos em que os pais que estimulam esta prática, como por exemplo, ao  pedirem aos filhos para dizer que eles não estão em casa. Segundo o criminologista David Craig no livro “Como identificar um Mentiroso” uma das maiores ofensas é ser chamado de mentiroso, mesmo considerando que nem toda mentira é nociva.

As mentiras podem ser classificadas em diferentes níveis, desde as “mentiras inofensivas”, que possuem uma finalidade de benignidade, até as mentiras que têm o objetivo de prejudicar a vida de outra pessoa, por vingança ou pura maldade. 

Uma mentira não teria sentido se a verdade não fosse vista como perigosa. – Alfred Adler

Assim, podemos dizer que a mentira pode surgir por várias razões: receio das consequências quando tememos que a verdade traga consequência negativas; insegurança ou baixa de autoestima quando pretendemos fazer passar uma imagem de si próprio melhor do que a que verdadeiramente acreditamos; por razões externas quando o exterior nos pressiona ou por motivos de autoridade superior ou por coação; por ganhos e regalias de acordo com a Tragédia dos bens comuns. Desta forma, se mentir traz ganhos vale a pena mentir já que ficamos em vantagem em relação aos que dizem a verdade; ou por razões patológicas.

Com relação a mentira em excesso ou de forma compulsiva, segundo com os estudiosos, pode ser sinal de um transtorno psicológico chamado Mitomania. De acordo com a psicologia, a mentira nasce, geralmente, da necessidade do mentiroso em obter algum proveito ou se livrar de alguma situação que o incomode. O mentiroso compulsivo, por sua vez, não tem nenhum objetivo ao mentir, fazendo isso mesmo quando não está sobre pressão social. O mitomaníaco usa a mentira como uma ferramenta de consolo, pois assim sente-se mais satisfeito e calmo consigo mesmo, mascarando as suas angústias.

Quando uma mentira é pronunciada o mundo fica mais pobre, sujo e feio. Achar que a mentira realmente vale a pena é ter a certeza da insignificância das suas consequências!

Segundo Fabricio Carpinejar em seu artigo O Mentiroso, uma das características do mentiroso é que ele é uma pessoa moralista, defende a sua lealdade e a sua integridade, e costuma dizer que nunca mente. Ele ataca para não ser descoberto. É capaz de fazer um escândalo diante de uma mentira, como se fosse a maior aberração. Não gosta que você crie laços próprios e independentes com a família dele e com seus conhecidos. Assim pode manipular à vontade. O mentiroso odeia ser interrompido, não permite um bate-papo normal, suas atitudes  estão baseadas sempre na defensiva e, as vezes, na truculência.

De acordo com o artigo Tudo Mentira,  é parte do desenvolvimento psíquico de cada um fazer da mentira uma espécie de varinha mágica;  o adulto que mente constantemente é uma criança que só cresceu por fora. Pois então a mentira é prova de que algo vai mal na cabeça do cidadão  e precisa ser tratado; a mentira é um modo de satisfazer, para si mesmo ou perante os outros, uma necessidade ou alcançar um desejo; é uma necessidade compulsiva de enganar, típica da pessoa imatura; E quando a mentira passa a fazer parte rotineira do jogo social  uma técnica de ataque e defesa na competição entre as pessoas por mais riqueza, prestigio ou poder, e ainda na disputa  entre governados e governantes, é claro sinal de que o país onde isso acontece não vai bem das pernas.

Existem muitos tipos de comportamento ludibriador, mas, em qualquer mentira, de acordo com Goldberg, existe a intenção de iludir o outro em causa própria, e isso implica lesões e mutilações para o relacionamento.

Neste aspecto, o artigo da Super Interessante afirma que as pesquisas indicam que os brasileiros menos acreditados pela população são os políticos. É uma revelação inquietante, sem dúvida, mas não é verdade que isso acontece só no Brasil e só nos dias de hoje. As profissões e pessoas que trabalham com a mentira passam a ser desacreditadas. Este comportamento é tão tóxico que segundo os budistas uma mentira equivale a matar dez homens e para os cristãos ela é considerada um pecado divino, estando relacionada com o que é mau, maligno ou indigno. 

Quem mente também rouba… Rouba o direito do outro de saber a verdade. A mentira é pura vaidade de quem precisa se esconder!

Por último, é preciso frisar que a mentira está intrinsecamente relacionada com o universo masculino e patriarcal. A mentira juntamente com o poder e as relações dominantes do sexo fazem parte da fantasia da masculinidade como afirma Helena Vieira. A construção do gênero masculino está inerentemente vinculado com a fantasia do direito de dominar e para isto os homens se utilizam das pequenas violências como mentir, passando pelas humilhações até as mais graves do tipo “tem que bater para manter o controle”. Uma figura típica do nosso país que representa este tipo de masculinidade conhecida como hegemônica é a do “Senhor de Engenho”, caracterizada pelo autoritarismo,  falta de diálogo, aversão as diferenças com medo de perder sua posição na ordem social e de gênero e, por último, o uso compulsivo e sistemático da mentira. Esta última muito utilizada como traço de comportamento para defender os privilégios e a ordem senhorial.

Triste Época

Triste Époque é o nome de uma música do álbum “So What”, ano 2016,  de DUB Inc. A letra é muito interessante e retrata nossa condição atual nesta sociedade louca.

Mas como ficar insensível quando o mundo balança?
Quando o mal está na multidão de forma inequívoca?
Sem aumentar a pressão, ele se desenvolve,
E aqueles que têm dinheiro são os que tem voto!
Orgulhosos de suas convicções, duros como a pedra,

Todo mundo está em guarda, tudo pronto para chocar

Sombrio é o cotidiano, triste é o tempo,
Sombrio  é o cotidiano, triste é a hora!

Não acredito em tudo o que é dito, tudo o que se relaciona,
A cada uma de suas versões, a cada uma de suas verdades,
Alguns gostariam de guerra, alguns gostariam de esquecer,
Tudo o que nos reúne é todos os esforços de paz.
Quando tudo parece perdido, eles se certificam
Deixam tudo ficar confuso, deixam cada palavra ficar presa
Quanto mais a atmosfera estiver tensa, mais o homem ficará insano.

Mas como  manter a calma quando o mundo destrava?
Quando o mal está dentro da multidão de forma inequívoca?
Sem aumento da pressão, ele se desenvolve,
E aqueles que têm dinheiro são os que tem vez!
Orgulhosos de suas convicções, duros como a pedra,

Todo mundo está em guarda, tudo pronto para chocar

Sombrio é o cotidiano, triste é o tempo,
Sombrio  é o cotidiano, triste é a hora!

Entre o horror e os golpes de estado que você foge,
Uma terra violenta e condenada.
Entre a praga e a cólera que você é,
Pronto para desafiar a humanidade.
Entre o ódio e a ira, aqui,
Olhos no céu para guiá-lo.
Entre minhas rimas e meus pensamentos eu descrevo:
Um mundo de pessoas loucas e manipuladas.
Fanático você volta!
Agora que sua voz está aumentando, nós o ouvimos todos os dias.
Cada novo ataque que seus valores ganham terreno.
Todos  paranoicos quando o terror direcionar nossos destinos,
Sua luta não é minha.
Você deve sair deste porão,

O medo nos espera e nos divide.
Um tempo triste, amargo e vazio
E apesar do choque: permanecemos unidos.

Mas como ficar insensível quando o mundo destrava?
Quando o mal está dentro da multidão de forma inequívoca?
Sem aumentar a pressão, ele se desenvolve,
E aqueles que têm dinheiro são os que tem voto e vez!
Orgulhosos de suas convicções, duros como a pedra,
Todo mundo está de guarda, tudo pronto para chover,
Sombrio é o dia a dia, o tempo triste é o tempo,
Sombrio é o dia a dia, o tempo é triste!

Como soldado,
Defendo o verbo e o que o impulsiona,
A liberdade é um direito,
E você se recusa a desenhá-la,
Como você, eu corro uma légua!
Sobre a ignorância e seus crimes
As imagens permanecerão gravadas!

Prontos para fazer o que dizem, tire a glória,
O medo tem o estrangulamento, feche sua porta!
E o fogo que piora amplifica os estoques,
Loucos que dizem que não querem aceitar,
Todas as nossas diferenças, têm medo da liberdade,
Há apenas um significado, um caminho a seguir.
Você não terá chance se você não seguir suas ideias,
Deixe-me recusar, vou voltar a cantar!!!

Porque temos que ficar legal se o mundo desbloquear!
Venha falar com a multidão de forma inequívoca!
Quando nossos corações e almas estão em choque,
Eu ouço um amálgama, mas não me importo!
E apesar da pressão que nos rodeia
Devemos ficar juntos e bloquearmos!
Para alegrar o amanhã, vamos mudar a era,
Para alegrar o amanhã, vamos mudar o tempo!